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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A Volta do Dinheiro na Cueca

Quando pensávamos que colocar dinheiro na cueca havia saído de moda, o governador José Roberto Arruda, relança a tendência nas passarelas da capital nacional


Brasília, 2005 – Descoberto o “Mensalão”: parlamentares recebiam propina em troca de votos. Em meio às investigações, imagens de políticos escondendo dólares em malas e cuecas permeavam nas telas de TVs nas casas dos cidadãos brasileiros. O dinheiro era escondido em maletas e cuecas dos próprios parlamentares.


Brasília, 2009 – O Governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), é filmado pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, com uma câmera escondida. Nos vídeos, aparece o próprio governador recebendo o dinheiro e outros deputados envolvidos, um deles enfia as notas na cueca. Ver vídeo

Quando pensávamos que dinheiro na cueca, ou outros orifícios, haviam saído de moda, o governador do DF nos esbofeteia com um maço de notas 100. E como se não bastasse, nos chama de otários ao justificar que o dinheiro era para a compra de panetones de natal. Panetone caro, hein...

Ok, ok, vamos considerar que até poderia ser panetone. Então, eu tenho duas perguntas:

1) Por que o dinheiro para a compra das cestas de natal teria sido entrega em espécie? Nunca ouvi falar de órgão público que faz transações em dinheiro vivo...
2) E se estava tudo dentro dos conformes, por que esconder nos bolsos do terno, nas meias e na cueca?

Nada que os políticos possam falar irá ser forte o bastante para contradizer às imagens que assistimos. A não ser , é claro, que seja algo como: “a pessoa que aparece no filme é meu irmão gêmeo mau”, aí sim! Afinal, depois do panetone, eu não duvido de mais nada.

E antes que pensem que Barbosa é o herói da nação por denunciar o esquema, informo-lhes senhores, que não foi por honra, dignidade, princípios ou altruísmo. O ex-secretário também estava envolvido na maracutáia e para diminuir sua pena, ele implantou a câmera no gabinete e filmou todos os pagamentos feitos.

E mais: Arruda sabia da existência da câmera e disse que se um dia Durval resolvesse levar as imagens à mídia, que este deveria avisá-lo com no MÍNIMO (!!!) 5 dias de antecedência para que pudesse a) dar um tiro na cabeça, b) sumir ou c) matar Barbosa. Só faltou pedir para assinar em 3 guias, com 3 fotos 3x4 recentes, cópia de comprovante de residência, comprovante de renda, identidade, CPF ou Certificado de Dispensa Militar.

É difícil crer que a história se repete 4 anos depois e praticamente no mesmo período. O brasileiro sofre de amnésia recente. Parece não conseguir registrar eventos novos por muito tempo. Se não for amnésia, é demência com certeza. Prova disso foi o Collor, que é o Collor, ter sido reeleito.

Há alguns anos atrás, se não me engano oito, este mesmo governante, na época senador, havia sido indiciado por outro caso de desvio de verba pública: Operação Caixa de Pandora. Em seu discurso de defesa, Arruda mostrou-se ofendido e proferiu palavras emocionantes, clamando o nome de seus filhos e esposa como prova de sua inocência. Quatro dias após, porém, o senador volta atrás e assume sua culpa. Hoje ele está no comando do Distrito Federal.

Ano que vem é ano eleitoral, as campanhas (oficiais) começarão e logo ninguém mais vai lembrar deste ou de outros escândalos que surgiram ao longo desses anos.

É indignante ver casos como esses tornam a acontecer. Faz um burburinho aqui, outro ali, e no final, nada acontece. Aliás, no final, tudo acaba em pizza e os parlamentares ainda dançam em comemoração à impunidade. Ver vídeo

Por fim, deixo-os com as palavras de Arnaldo Jabor. Ver vídeo



Clarisse Simão

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

E o Rio recebe a Tocha

2 de Outubro de 2009. Essa data ficará registrada na história política e esportiva do Brasil como o dia em que, pela primeira vez, foi concedido à América do Sul a chance de sediar uma Olimpíada.

Num clima descontraído e exalando confiança, o comitê brasileiro apresentou os argumentos a COI, tornou-se favorito e conquistou o direito de receber as olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro. Tal conquista não é mérito somente do esporte, mas também da política exterior do atual governo. Afinal, se não fosse o esforço dos envolvidos e a vontade de sediar um evento de grande porte como este, nada seria possível.

Não sou lulista, que fique claro, mas se há uma coisa na qual devemos reconhecer durante os últimos 8 anos em que ele governou o país, é o seu excelente desempenho na política exterior. Digam o que quiser, mas o Presidente levou o nome do Brasil a todos os países e hoje é conhecido quase no mundo todo, quiça no mundo todo, como uma possível potência econômica em ascensão.

A Copa do Mundo de 2014 e agora as Olimpíadas de 2016, são o ticket de entrada do Brasil nas principais potências econômicas mundiais. Parafraseando a correspondente Sônia Bridi no programa "Estúdio I", este é o baile de debutante do país onde ele será apresentado à alta sociedade. E tem que fazer bonito. São durante esses dois eventos que o mundo inteiro voltará os olhos para o Brasil e abrirá portas para tantas outras propostas internacionais.

O país terá que mostrar que é capaz de receber estrangeiros com a qualidade equivalente dos países de primeiro mundo, sem, é claro, abrir mão da hospitalidade e simpatia característica dos brasileiros.

Já tivemos bons exemplos de como o Brasil conquista fãs pelo mundo afora por sua receptividade calorosa. Os integrantes dos Rolling Stones já chegaram a declarar que os melhores shows da banda foram realizados aqui. O ex-vocalista do Iron Maiden, Paul Di'Anno, gostou tanto que mudou-se para cá. Clarice Lispector, nascida na Ucrânia, naturalizou-se brasileira e é considera uma escritora original do Brasil. O cantor Ritchie, autor de "Menina Veneno", transformou-se em ídolo dos anos 80 e se diz brasileiro de coração.

Estes são só alguns dos vários estrangeiros que se apaixonaram pelo país. E se tudo sair nos conformes, ganharemos mais simpatizantes e colocaremos o Brasil entre os países mais conhecidos e admirados do mundo.



Até a próxima!

Clarisse Simão.


quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O Lado Escuro da Política Brasileira

Em meio às comemorações de 7 de Setembro, data em que o Brasil conquistou sua Independência, o país assiste à crise do senado, protagonizada por José Sarney. Enquanto alguns lembram do herói que desatou as amarras da exploração portuguesa, outros esquecem do coronel que comanda seus interesses inescrupulosamente as custas do governo e sair impune, mais uma vez.

Não é novidade, infelizmente, para o povo brasileiro conviver com estes escândalos de corrupção, e, bem como qualquer outro tema recorrente, cair na banalização e rotina dos cidadãos. Desvio de verbas públicas, Caso Waldomiro Diniz, Mensalão, superfaturação de obras públicas, e até mesmo, descaso com construção de prédios residenciais – no caso do empreiteiro Sérgio Naya – são apenas pequenos exemplos das irregularidades da política brasileira.

“Mas são escândalos que vieram à tona”, alguns dirão. Sim, vieram, mas e que fim deram? Não se tem notícia sobre o que aconteceu com os responsáveis, se houve ressarcimento do dinheiro desviado (lê-se roubado) e muito menos, quais medidas foram tomadas para que não haja brechas para um novo golpe.

Com tantos casos de desrespeito à população, os cidadãos de bem, se vêem presos a um sistema corrupto sem fim. Um ciclo vicioso onde não se conseguem imaginar uma saída.

Clarisse Simão.