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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Ensaio Sobre a Maldita Tela Branca


O pior inimigo que um escritor pode ter é a falta de inspiração. Não há nada pior do que se deparar com a maldita tela em branco e não ter o que escrever. São longas horas de uma batalha inesgotável entre a criatura e o criador, e no fim, a criatura vence.

Ah, a falta de inspiração que nos inibe, sufoca, oprime e mata. Você quer escrever, quer lutar contra essa força poderosa, mas não consegue. Não há sinal da presença de uma grande idéia. Não há nem ao menos uma idéia! É tudo um grande conjunto de nada, de vazio. Branco.

Pior ainda quando esta resolve dar o ar de sua graça no meio do texto. Bloqueio Criativo, é como chamo. Você sabe o que quer escrever, sabe por onde começar, mas no meio, bem no meio, quando você menos esperava, a maldita aparece. “E agora, José?”

Livrai-me de mim fantasma da falta de assunto, valei-me Deus da criatividade...

Amor, sexo, traição, política, economia, futebol, cultura, moda. Qualquer coisa que o valha. Qualquer coisa que se sinta. Mas não vem. Ou vem, em forma de pensamento, algo que você não sabe como transpor para texto, apenas pensar.



sexta-feira, 26 de março de 2010

A Informação na Era Digital

O texto de Wilson Dizard Jr., “Comunicação de Massa na Era da Informação”, foi escrito em 2000. Desde aquela época, a Internet chamava a atenção de todos e preocupava as grandes – e pequenas – empresas midiáticas acerca do seu destino. Dizard faz uma previsão do que vivenciamos hoje: o futuro incerto dos MCMs (Meios de Comunicação de Massas) tradicionais e a Internet como meio de informação.

Ao longo dos anos, o avanço da tecnologia sempre causou polêmica entre os jornalistas e comunicólogos em geral. O advento da televisão, entretanto, desencadeou uma série de mudanças no ramo da informação, como as imagens, que antes eram quase que decorativas. Hoje é vista – ainda que alguns se recusem – como parte da notícia, sendo difícil desligar uma coisa da outra. Os infográficos ganham mais espaço e importância dentro dos jornais e revistas de todo o mundo. O acidente do air bus 447 da Air France em Maio do ano passado, por exemplo, é o “boom” da infografia. Sem imagens diretas do vôo, os meios de comunicação, usam e abusam dos infográficos para transmitir as informações de forma simples e clara.

Essa nova cultura visual e imediatista atingiu o patamar mais elevado da comunicação: a internet. Com vídeos, textos e áudios em um mesmo recurso, o termo “multimídia” caracteriza o acesso da rede como informação e ganha mais usuários a cada ano. Tendo em vista este cenário, as grandes redações temem pelo futuro. O New York Times já deu o prazo de validade do jornal impresso: em 2040 não será mais publicada a edição impressa do mais influente jornal que passará a transmitir notícias apenas via internet para aqueles que assinarem o site. Recentemente, o francês Le Monde também reviu seus conceitos e lançará conteúdo exclusivo para plataformas on-line e dispositivos de leitura como o iPad.

Ainda com este pano de fundo, as escolas de comunicação se vêm obrigadas a oferecer matérias diferentes das tradicionais e enfatizar o ensino da informação nas novas mídias, que há muito estava adormecido. As novas diretrizes curriculares do curso de jornalismo expõem a necessidade de especialização das mídias digitais, antes ignoradas pelos MCMs clássicos. É preciso desprender da idéia antiga de que o jornal impresso é a fonte mais segura e eficaz de obter informação e, ao invés de fazer da rede uma inimiga, encará-la como aliada. O destino do impresso está definhando aos poucos e dando lugar para os blogs, redes de relacionamento e sites noticiosos. Se as empresas não se adequarem a esta nova realidade, será impossível sobreviver a estes progressos tecnológicos.

“A tendência na direção dessa consolidação já está provocando um forte impacto na indústria da mídia, de forma que precisa ser compreendida por qualquer um que planeje uma carreira nesse campo.”
Dizard, Wilson Jr. “Comunicação de Massa na era da Informação”. 2000. A Nova Mídia. Zahar. Rio de Janeiro

A internet está tão arraigada a nova rotina social que hoje é praticamente impossível fazer uma pesquisa sem o auxílio desta ferramenta. As enciclopédias estão aposentadas e a nova moda são os sites de compartilhamento de informações, como as Wikis. Em vista disso, ignorar a presença unânime da internet é um risco desnecessário. Boa parte das companhias de mídia tem explorado de forma lenta e insuficiente a rede como meio de comunicação e não cabe, no cenário atual, tampar os olhos para as novas tecnologias e fingir que não interferem na distribuição de informação contemporânea.



Clarisse Simão

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

E o Rio recebe a Tocha

2 de Outubro de 2009. Essa data ficará registrada na história política e esportiva do Brasil como o dia em que, pela primeira vez, foi concedido à América do Sul a chance de sediar uma Olimpíada.

Num clima descontraído e exalando confiança, o comitê brasileiro apresentou os argumentos a COI, tornou-se favorito e conquistou o direito de receber as olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro. Tal conquista não é mérito somente do esporte, mas também da política exterior do atual governo. Afinal, se não fosse o esforço dos envolvidos e a vontade de sediar um evento de grande porte como este, nada seria possível.

Não sou lulista, que fique claro, mas se há uma coisa na qual devemos reconhecer durante os últimos 8 anos em que ele governou o país, é o seu excelente desempenho na política exterior. Digam o que quiser, mas o Presidente levou o nome do Brasil a todos os países e hoje é conhecido quase no mundo todo, quiça no mundo todo, como uma possível potência econômica em ascensão.

A Copa do Mundo de 2014 e agora as Olimpíadas de 2016, são o ticket de entrada do Brasil nas principais potências econômicas mundiais. Parafraseando a correspondente Sônia Bridi no programa "Estúdio I", este é o baile de debutante do país onde ele será apresentado à alta sociedade. E tem que fazer bonito. São durante esses dois eventos que o mundo inteiro voltará os olhos para o Brasil e abrirá portas para tantas outras propostas internacionais.

O país terá que mostrar que é capaz de receber estrangeiros com a qualidade equivalente dos países de primeiro mundo, sem, é claro, abrir mão da hospitalidade e simpatia característica dos brasileiros.

Já tivemos bons exemplos de como o Brasil conquista fãs pelo mundo afora por sua receptividade calorosa. Os integrantes dos Rolling Stones já chegaram a declarar que os melhores shows da banda foram realizados aqui. O ex-vocalista do Iron Maiden, Paul Di'Anno, gostou tanto que mudou-se para cá. Clarice Lispector, nascida na Ucrânia, naturalizou-se brasileira e é considera uma escritora original do Brasil. O cantor Ritchie, autor de "Menina Veneno", transformou-se em ídolo dos anos 80 e se diz brasileiro de coração.

Estes são só alguns dos vários estrangeiros que se apaixonaram pelo país. E se tudo sair nos conformes, ganharemos mais simpatizantes e colocaremos o Brasil entre os países mais conhecidos e admirados do mundo.



Até a próxima!

Clarisse Simão.